Superliga de Cirurgia da SMCC tem primeira aula em 2019

A Primeira aula de 2019 da Superliga de Cirurgia da SMCC aconteceu nesta última quinta-feira, 07/03. O encontro lotou o auditório e começou descontraído entre os participantes das 11 Ligas Cirúrgicas das Faculdades de Campinas e Jundiaí.

A Superliga que existe há 03 anos dentro da SMCC é oportunidade para networking ente os acadêmicos, residentes e médicos.

O tema desta primeira aula, “Como dar más notícias”, foi de encontro a uma das necessidades de qualquer médico; poucas vezes discutido entre os profissionais, mas que foi indicado entre os seis assuntos mais pedidos pelos jovens para este ano.

“É Importante para o aluno conhecer que existem outros temas da medicina que não são técnicos ou não estão nos livros. Dentro da rotina todos os médicos terão que ser capacitados ou desenvolver a própria técnica um dia para este tipo de situação”, avaliou o Coordenador da Superliga de Cirurgia e Diretor da SMCC, Dr. Marcelo Amade Camargo.

A palestra foi ministrada pelo Neurologista professor da UNICAMP, Dr. Luís Antônio da Costa Sardinha. O médico contou um pouco das suas experiências de vida e encorajou os jovens a se tornarem, além de bons técnicos, bons ouvintes.

Dr. Sardinha disse que a prioridade dos profissionais da saúde deve ser o paciente e a família. É importante ficar próximo, fazer com que o paciente e a família sintam-se escutados, entender e, se colocar no lugar do outro para trazer dignidade até para as situações mais difíceis.

“A equipe multi sempre é importante até pelas situações vividas na pluralidade de valores. Mas a responsabilidade pela definição de dar a informação da morte é o médico. Quem deve dar a notícia é quem estiver mais próximo da família. Não precisa ser só o médico. Daí a importância da equipe multi. Ninguém é incapaz de dar más notícias, é uma questão de treinamento. É preciso fazer um curso e o profissional cuidar de manter uma boa estrutura emocional. Não quer dizer que não vamos sentir, mas estarmos prontos para dar a notícia”, ressaltou.

O Estudante José Copola da Universidade São Leopoldo Mandic deu uma declaração positiva quanto ao encontro. “A aula foi bem instrutiva, foi direto ao ponto, como para moldar. Estamos na linha de frente e, uma hora vamos ter a necessidade de dar más notícias. Já havia pensado sobre, mas sempre relevei. Um comportamento que é pouco do aluno de medicina: só ver as coisas boas”.

 

Orientações

Entre as orientações passadas durante a aula da Superliga, o palestrante comentou que não há um padrão a seguir. O que é preciso é ter clareza, honestidade e uma comunicação livre de preconceitos para cuidar de alguém. Além disso, deve sempre haver espaços adequados aos pacientes e parentes. O local deve ser acolhedor, deve-se ter tom de voz adequado e prudência.

Os profissionais tem a função de reduzir danos e ter em mente os pilares: empatia, autenticidade e respeito. É preciso entender que são diferentes cada doença, cada caso, os valores de cada pessoa, família e religião.

Dr. Sardinha enfatizou: “Na medicina existe um compromisso de sucesso com o resultado, no cuidar. No mundo de hoje tudo tem que ter sucesso e não é ruim só pra médicos. Qualquer um de nós não quer nem receber,
nem dar más notícias”.

A próxima aula da Superliga de Cirurgia será em 21 de maio, com o tema “Cirurgia Robótica”.