Conheça resultado da pesquisa entre associados sobre a resolução da Telemedicina

A SMCC promoveu uma pesquisa de opinião entre seus associados a respeito da Telemedicina e da Resolução 2.227/18 editada e posteriormente revogada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Na época da resolução, o tema gerou bastante polêmica entre médicos e entidades por colocar em debate tecnologias que poderiam interferir na relação médico paciente.

A pesquisa foi divulgada pelo site e e-mails da entidade e trazia perguntas com espaço para comentários. A participação foi anônima, pois o objetivo era promover reflexões sobre o tema.

Abaixo segue um compilado com as principais participações.

O maior percentual dos participantes foi contrário a ideia da implantação da telemedicina:

“ A complexidade da medicina moderna ficará muito a mercê das decisões tomadas globalmente e necessita decisões regionais, locais para se contrapor ao domínio das decisões dos “grandes” que ultrapassa todas as barreiras, sem repeito das particularidades de culturas, de patologias, econômicas, etc”.

“ (A telemedicina) Já ocorre, porem deverá ter normatizações mais abrangentes do ponto de vista ético”.

Houve opiniões mais radicais:

“ Telemedicina é um absurdo. Mais um desserviço à população e à categoria médica”

“ Será mais uma brecha para a perversa relação de médicos explorando médicos, particularmente potencializada pelas inúmeras novas “escolas de medicina” ‑ notoriamente despreparadas e que despejam anualmente, milhares de profissionais mal formados e que terão de topar qualquer negócio para trabalhar. Lamentável!”

Alguns reforçaram a necessidade de manter o atendimento presencial mesmo com todas as ferramentas disponíveis:

“ Paciente se avalia pessoalmente. Muitos sinais e sintomas importantes podem não ser identificados”

Houveram opiniões favoráveis, porém com ressalvas:

“ Apesar de ser uma realidade, ou lidamos com ela ou seremos atropelados como ocorre por exemplo com o Google ou Uber, mas é preciso reflexão para que não seja algo superficial e que venha a excluir ou restringir a necessidade da atuação pessoal do médico”

Houve quem alertasse para a tendência vivida em outros países:
“ Isso existe no mundo todo e precisa ser regulamentado de preferência por nós mesmos, médicos, antes que alguém faça por nós. Mas temos que tomar cuidado para que não sejam aprovadas na regulamentação normas que permitam atendimento a distância sem exame físico prévio entre outras coisas que contrariem o código de ética”

A SMCC, diante das contribuições de sua pesquisa, se posiciona aberta ao debate sobre o assunto. A entidade é o espaço para discussão e para ampliar as reflexões diante das práticas das novas tecnologias que devem sempre manter a ética e o respeito à profissão.