Comitê Permanente de Prevenção ao Suicídio da SMCC é aberto com elogiado evento com Psiquiatra Neury Botega

Referência no tema do suicídio no Brasil, o professor doutor Neury Botega esteve nesta terça-feira (19/03), no auditório da SMCC. O encontro teve palestra com debates moderados pelo psiquiatra e professor Colaborador da FMC/UNICAMP, Dr. Carlos Filinto da Silva Cais.

O coordenador do Departamento de Psiquiatria da SMCC, Dr. Eduardo Teixeira apresentou o grupo de trabalho criado para atuar em ações permanentes de prevenção ao tema: o Comitê Permanente de Prevenção ao Suicídio. A primeira secretária do Comitê, a psiquiatra Dra Carmen Sylvia Ribeiro responsável pela organização do evento juntamente com o também psiquiatra Dr. Fábio Fonseca coordenador do Comitê contribuíram para a abertura dos trabalhos na noite desta terça.

O Comitê é uma das ações protagonizadas pela SMCC para 2019. A entidade foi pioneira no ano passado ao dar visibilidade institucional ao debate sobre como enfrentar o tema, como estruturar serviços e atendimentos, a orientação multiprofissional e idealizou uma campanha bem sucedida de Prevenção ao Suicídio em 2018. Foi a maior mobilização de uma entidade médica voltada para ações educativas, atualização científica, orientação de educadores, jornalistas e forças tarefa em praça pública dirigida à sensibilização da comunidade em geral. Neury Botega foi escolhido para ser o patrono do Comitê.

 

Público multiprofissional na SMCC

Na platéia estavam profissionais de saúde, educação e psicologia. Alguns ainda estudantes ou em início de carreira. O sentimento da maior parte era o de ter um conhecimento técnico para saber como atender em situações reais dentro de escolas, hospitais ou unidades de atendimento à população. Alguns relataram não ser fácil ter uma capacitação e o evento atende uma necessidade dos profissionais.

Estudante de Psicologia da Faculdade São Francisco, Bruna Adriana Garcia de Melo, comentou já ter recebido informações básicas. Porém, tem dúvidas sobre encaminhamento. “Para onde encaminhar esta pessoa? É preciso indicar aos profissionais para onde levar por que se eu receber alguém no hospital eu não sei para onde encaminhar. Uma lista de entidades talvez seria muito útil”.

A estudante se diz preocupada com o tempo resposta diante do paciente. “Seria interessante a gente aprender a estruturar uma intervenção com as pessoas que estão em momento de crise. Pra diminuir esta angústia da pessoa e tentar salvar a pessoa disto. Seria interessante”

Luis Felipe Vicente de Oliveira trabalha no Centro de Referências LGBT no Bairro Botafogo, em Campinas. Ele estuda psicologia e comentou ser um assunto comum nos atendimentos. “Esta questão é muito presente entre o público LGBT e preciso entender mais para poder encaminhar melhor”, acrescentou.

A Psicóloga Taís Tasso participa frequentemente das atividades da Sociedade de Medicina. Ela falou da preocupação que ela tem do tema ser algo misterioso para as pessoas, para os adolescentes; principalmente.

“Eu acho que este evento é importante para a gente entender como funciona este fenômeno e como funciona o comportamento suicida para se preparar e falar com a população; com quem sofre com isso. No caso do grupo de adolescentes com quem eu converso, eles tem muita curiosidade. A gente precisa se preparar, ser uma referência que os ajudem a procurar ajuda”.

Taís ainda comentou: “Agradeço muito em poder participar de um evento multiprofissional em uma entidade médica. Acho que esta conversa deveria ser ampliada pra quem se interessa pelo tema”.
Ao final foi servido um coquetel para os presentes com a agradável apresentação da Banda de Jazz Dopamine. Este momento muito importante para trazer aos profissionais que atuam na área a leveza, a alegria necessárias para seguir adiante cuidando de um tema tão pesaroso. Segundo a Dra. Carmen Ribeiro.
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