Alunos de medicina discutem novas atuações na Feira de Especialidades da SMCC

Durante a III Feira de Especialidades da SMCC que aconteceu nos últimos dias 17 e 18/05 algumas novas abordagens foram apresentadas aos estudantes de medicina.

Além da apresentação das especialidades, outras opções de formação de carreira médica foram debatidas como a Pesquisa.

Na programação estiveram presentes médicos especialistas e atuantes em clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, pediatria, oncologia, ortopedia, urgência, anestesiologia, medicina legal e geriatria.

Mas, todos de alguma maneira adaptaram rotina, locais de trabalho e abordagens de acordo com perfil e preferências pessoais.

O Professor de Embriologia Humana na UNICAMP, Prof. Dr. Luis Antonio Violin, fez um caminho diferente do habitual no início da carreira. Fez mestrado em biologia celular e depois doutorado em patologia. O que não se requer uma especialidade médica propriamente dita.

“Eu me dedico a pesquisa e não como clínico no consultório. Desde o primeiro ano de faculdade nas primeiras disciplinas como embriologia e fisiologia eu percebi que eu gostava muito de entender como o corpo humano funcionava. Sempre fui muito curioso. No terceiro ano fui lidar com os pacientes e percebi que eu gostava mais da ciência do que do atendimento”, contou o médico que abriu a Feira de Especialidades da SMCC falando que existem outras possibilidades sem ser as especialidades já tão conhecidas.

O aluno do 3º Ano de Medicina na Faculdade São Leopoldo Mandic, Luca Berzian, esteve na Feira e confirmou que nesta fase, a cada ano, a tendência da maioria dos alunos é mudar a especialidade conforme as experiências vividas.

“Estou ficando mais tranquilo em relação a esta escolha, mas no começo estava bastante preocupado. Eu penso em radiologia, mas estamos naquela fase que a cada ano a gente muda a área. É a primeira vez que eu venho e, sim ajuda muito a conhecer algumas áreas novas. Vai que gosto mais de outra também?!”, respondeu o estudante rindo ao ser perguntado se não está ansioso com a escolha.

Já João Vitor Cordeiro Mergulhão que está no segundo ano da UNICAMP comenta que esperava realmente entender como seria sua rotina por que aprender somente o conteúdo não ajuda a decidir.

“Não adianta ir na aula e aprender sobre medicação e outras coisas por exemplo e você não sabe se vai querer sua vida como um anestesiologista. Precisa ver se você vai querer aquela rotina ou vai aguentar mesmo a residência que não é fácil. Só na Faculdade não dá pra decidir! É muito insuficiente!. A gente precisa saber o que vai precisar construir na vida e nesta fase pra conseguir completar a residência pelo menos. Como a residência acontece e depois na parte profissional como será a vida”, explicou João.

A Feira de Especialidades contou com a participação de 64 estudantes.